Um pouco da artista

Um Pouco da Artista

O sonho, porque faz eco ao mito, à lenda e ao conto; e acessando o reconhecimento da atitude onírica nas artes plásticas, compreendi a fusão onírico/barroco.

Quanto ao barroco, me sinto totalmente à vontade para citar Julio Cortázar, na contra capa do livro de Lezama Lima, “Paradiso” 1968: “Que admirável coisa que Cuba nos tenha dado ao mesmo tempo, dois grandes escritores- (Lezama Lima e Alejo Carpentier) que defendem o Barroco como emblema e signo vital da America Latina : […] Lezama Lima, intercessor de obscuras operações desse espírito que antecede o intelecto, das zona que gozam sem compreender, do tato que ouve, do lábio que vê, da pele que sabe das florestas à hora pãnica.”

Este signo vital que antecede o intelecto, na minha individualidade, sempre antecederam minhas reflexões. Assumo então o Real Maravilhoso, que abriga todo meu trabalho.